sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mesa Digitalizadora ou Digitalização por Foto Digital

 
Foto Site Audaces
 
Digitalização é o processo pelo qual uma imagem ou sinal analógico é transformado em código digital. Isso se dá através de um equipamento e software digitalizador de imagens (ou scanner, escâner, escâner) ou de um transdutor de sinais.
A utilização de dispositivos eletrônicos, como os escâner, permitem que documentos originalmente em papel e materiais similares, filmes negativos e positivos, microfilmes e microfichas sejam convertidos em arquivos digitais, acessíveis em computador. Com isso, grandes volumes de informação documental podem ser armazenados em ambiente digital, o que permite serem disponibilizadas e reutilizadas, como, por exemplo, em um sistema de Gerenciamento Eletrônico e Documentos, conhecido como GED ou em bancos de imagens ou áudio.
A digitalização também compreende, a conversão para o código digital de sinais de áudio e imagens em movimento (vídeos), originalmente em outros formatos como as gravações em discos fonográficos em vinil (sulcos) e em sinal eletromagnético analógico gravados em fios, fitas e discos magnéticos.
Há muito tempo desde que se introduziu o sistema CAD, no processo industrial das fábricas e confecções de vestuário o termo e o processo de digitalização passou a ser ferramenta fundamental para agilizar ainda mais esta etapa onde via uma mesa digitalizadora cujo o objetivo é de vetorizar os moldes de papel e levar o mesmo para dentro do sistema com isto o cadista e ou modelista, tem maior agilidade para após a digitalização da base de um modelo, trabalhar com suas possíveis variações transformando esta mesma base em um novo modelo, em poucos minutos.
Alguns anos se passaram e hoje com a evolução do processo da digitalização, e graças ao pioneirismo de uma empresa nacional, foi introduzido uma nova tecnologia onde via uma foto digital comum sem grandes exigência de tipos de câmeras e ou resoluções astronômicas em Megapixel foi possível ainda mais otimizar o processo da digitalização, reduzindo tempo, sem necessidade de ocupar o sistema CAD e ainda sem exigência de grande conhecimento e ou habilidade para operacionalizar esta solução chamada Digiflash da empresa Catarinense Audaces fardada a revolucionar o mercado de software no processo produtivo da moda.
É importante relatar que a “Mesa Digitalizadora”, ainda é uma ferramenta eficiente para o processo de digitalização, e eu pessoalmente não estou aqui querendo gerar um comparativo entre qual é o melhor processo entre este dois destacados, porém contra números e fatos não temos como contra argumentar, a família de digitalizadores da Audaces o “Digiflash, Digiflash Plus e o Digiflash XT”, são soluções de baixo custo, grande performance de velocidade produtiva visto que com apenas uma foto você digitaliza um modelo completo, indiferente de quantas partes o mesmo possua e a quantidade de informações técnicas que o mesmo tenha como pics, fio e ou marcações internas já a mesa por sua vez precisa de um operador com relativa prática e conhecimento, a digitalização é feita parte a parte e uma por vez e ainda nesta etapa o sistema CAD fica ativo, limitando para outros desenvolvimentos.
Desta forma minha sugestão para os profissionais de cad, modelista e empresários busquem maiores informações quanto a esta solução, solicitem um teste prático e analisem o custo benefício, tenho certeza que os que fizerem este desafio, optaram rapidamente pela renovação desta grande evolução que a empresa Audaces trouxe para o mercado nacional.
Quanto a mesa digitalizadora, posso até estar enganado, mas aposto que para os próximos anos cada vez mais veremos menos este produto nos pátios produtivos do mundo da moda.
Para maiores informações www.audaces.com.br
 
Fonte: Matéria: Robinson Leandro da Silva – Consultor Técnico | robinson@robmaqmoda.com.br | Tel.: 95039-4106
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Calcinhas da vovó" voltam a ser tendência e conquistam as mulheres

 

Já passou o tempo em que as mulheres se sentiam sexy e femininas apenas quando usavam lingeries ousadas, pequenas e com detalhes provocantes.
Como muitas das tendências de moda desaparecem e, depois de um tempo, reaparecem, não podia ser diferente com a roupa íntima. Afinal, quem anda ganhando espaço são as calcinhas mais largas, dos tempos da vovó, que voltaram para o guarda-roupa feminino.
Além do designer vintage, elas surgiram repaginadas, podendo ser uma peça sexy da mesma maneira que o modelo fio dental. Outro atrativo é que elas são voltadas para todas as mulheres, não só para as mais discretas ou acima do peso.
Internacionalmente, as calçolas já estão sendo muito usadas. Prova disso é a última campanha estrelada pela top Rosie Huntington-Whiteley para uma coleção de lingerie com calcinhas grandonas, da marca M&S Autograph.

Aqui no Brasil, as marcas também estão cada vez mais investindo nos modelos, com designers que é possível unir sensualidade e conforto em uma peça.
Por isso, o Virgula Lifestyle separou alguns modelos de lingeries dos tempos da vovó vendidas em lojas brasileiras para você se inspirar e entrar na onda!

Fonte: VIRGULA - Lifestyle | Matéria: Márcia Garbin | robinson@robmaqmoda.com.br | Tel.: 95039-4106
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domingo, 28 de abril de 2013

O Preço da Moda

 

São praticamente irresistíveis os vestidos de verão da Primark, a marca de fast fashion inglesa que faz a festa das turistas brasileiras e veste seis entre dez jovenzinhas na ilha da rainha. Com cinco libras e um corpinho de 20, dá para sair vestida à lá Kate Moss, a mais cool das modelos britânicas. Onde está o erro? A pechincha estilosa ficou politicamente incorreta demais depois do trágico desmoronamento de um edifício em Bangladesh onde são fabricadas essas peças, assim como parte da coleção da italiana Benetton, da espanhola Mango e da canadense Joe Fresh, todas grifes com lojas espalhadas pelos Estados Unidos e as grandes capitais européias. Papéis com logotipo de C&A e Wal-Mart também foram achados no cenário de destruição, morte e rolos de tecido colorido.

Ameaçadas de ter o dia descontado, costureiras foram obrigadas a trabalhar no prédio já com rachaduras aparentes e barulhos assustadores. Sexta-feira, o número de mortos estava em mais de 300 e pode aumentar, porque três mil pessoas estavam no edifício de oito andares antes de tudo virar escombros. Desde então, milhares de pessoas protestam nas ruas, furiosas e angustiadas com o novo desastre mais do que anunciado e a demora no socorro às vítimas. O dono do imóvel, como esperado, sumiu.

As imagens são horríveis e contrastam com a descontração da moda produzida nestas fábricas. É um negócio que responde por 80% das exportações de Bangladesh, emprega cerca de três milhões de pessoas, com salários médios de R$ 0,37 por hora, num trabalho sob constante pressão para cumprir o prazo exigido pelas empresas ocidentais, executado sem as condições mínimas de segurança, num dos países mais pobres do mundo.

Nada disso chega a ser surpreendente, talvez só a revolta diante da tragédia. Com pequenas variações estas tragédias se repetem e comprometem a reputação de empresas tão ricas e tecnologicamente sofisticadas como a Apple, que terceiriza a montagem de iPhones e iPads para a Foxconn, fábrica chinesa manchada por casos de morte e condições degradantes de trabalho — a denúncia rendeu ao “New York Times” um Prêmio Pulitzer. Ou a Zara, cujo dono está entre os homens mais ricos do mundo, mas que comprava produtos fabricados com trabalho escravo. O caso da Nike explorando o trabalho infantil foi um dos primeiros a virar escândalo, uma história já transformada em livro mas ainda em voga em pleno século XXI.

Em Bangladesh, ativistas contabilizam 700 mortes em acidentes de trabalho no distrito da moda na última década. O pior deles foi o da quarta-feira passada, que aconteceu apenas seis meses depois de um incêndio matar 112 pessoas trabalhando para a grife ENYCE — muito admirada pela turma do rap americano. Dois anos antes, dois outros incêndios acabaram com a vida de outras seis dezenas de costureiras terceirizadas da Gap e da H&M — também marcas de fast fashion, aquelas que rapidamente botam nas vitrines a moda caríssima desfilada nas passarelas pelas grifes de luxo a preços populares.

Desta vez começou uma troca de acusações nada elegante entre estes senhores da moda. Há seis meses, muitos deles tinham prometido assinar um acordo pelo qual financiariam a instalação de equipamentos contra incêndio nas fábricas asiáticas e comprometiam-se a só comprar de fornecedores com um comportamento pelo menos decente no trato com trabalhadores. A Calvin Klein, a Tommy Hilfiger e a alemã Tchibo assinaram o documento, mas muitas outras ainda esperam as concorrentes tomarem a iniciativa, preocupadas com as margens de lucro.

“É inacreditável que essas empresas ainda se recusem a assinar o acordo”, diz Sam Maher do grupo Labour behind the label (Trabalho atrás da marca).

A mudança de cultura só acontecerá com pressão de governos, ONGs e consumidores. No Brasil deu certo no caso dos frigoríficos que se comprometeram a não comprar carne de boi criado em área de desmatamento. E também parcialmente com a madeira retirada clandestinamente da Amazônia, que não tem mais lugar no mercado.

Os consumidores, mais do que as autoridades, têm poder. Muitos já escolhem evitar compras em empresas que corrompem governos, sonegam impostos, impõem péssimas condições de trabalho. Na hora de comprar fruta ou galinha, é fácil: têm a opção de pagar um pouco mais e sentir-se um pouco melhor — seja porque estão cuidando da saúde ou do meio ambiente. Mas no caso da indústria da moda é ridiculamente difícil: a maioria das empresas tem um código de ética cuidadosamente afixado nos sites mas nada disso está nas etiquetas. Só anunciam algodão orgânico, por exemplo, quando é para justificar um preço escandalosamente alto. A pressão dos consumidores pode dar resultados fantásticos, mas sozinha não faz milagres nem evita catástrofes. Os trabalhadores indefesos dos países mais pobres merecem ajuda do mundo ocidental.

Correção

O nome do autor de “Grândola Vila Morena” é Zeca Afonso. Zeca Araújo, como escrevi, é um grande fotografo do Rio.

 

<br />Policiais apresentam Mohammed Sohel Rana à imprensa, após sua prisão em Daca<br />Foto: STRINGER/BANGLADESH / REUTERS

Policiais apresentam Mohammed Sohel Rana à imprensa, após sua prisão em Daca STRINGER/BANGLADESH / REUTERS

DACA — O dono da fábrica que desabou em Bangladesh, matando centenas de trabalhadores, foi preso, neste domingo (28), quando tentava fugir para a Índia. A esperança de se encontrar mais sobreviventes nos destroços do prédio começa a diminuir.

Mohammed Sohel Rana foi preso por uma força de elite na cidade fronteiriça de Benapole, disse Haibiur Rahman, comandante de polícia de Dhâka, à agência Reuters.

 

Fonte: O GLOBO - Mundo | Matéria: Helena Celestino | robinson@robmaqmoda.com.br | Tel.: 95039-4106
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

'Fazendo história', diz modelo russa 'baixinha', destaque no Fashion Rio

Com 1,63m, Anja Konstantinova desfila para a Ausländer, que encerra a semana de moda carioca.

Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Felipe Panfili / AgNews)Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Felipe Panfili / AgNews)
Destaque do desfile da Ausländer no Fashion Rio, nesta sexta-feira, 19, a russa Anja Konstantinova, de 22 anos, mede apenas 1,63m, uma exceção para os padrões da moda.
"Sou a modelo mais baixa da indústria atualmente. Gostaria de acreditar que estou fazendo história", disse ela, que mora há 10 anos na Austrália e foi descoberta quando era recepcionista de um salão de beleza. "Acho ótimo que as modelos mais baixas tenham mais abertura porque a indústria se torna mais variada, e assim fica mais fácil para as pessoas se identificarem".
A maior parte dos trabalhos de Anja, porém, são campanhas. Passarela, como no caso da Ausländer, não é freqüente. "Não faço muitos desfiles, então estar aqui é um privilégio", contou. Ela garante que não se sente tão diferente assim das outras modelos. "Na minha cabeça, me sinto bem alta".
Anja chegou ao Rio na quinta-feira, 18. Visitou o Corcovado - "inacreditável", disse - e foi à praia no Arpoador. No sábado, 20, vai embora. "Queria ter mais tempo para aproveitar. A cidade é linda e as pessoas maravilhosas. O clima também é incrível. Não consegui visitar o Pão de Açúcar, mas esse é um motivo para eu voltar", brincou a modelo, que é apaixonada por gatos e por isso tatuou a palavra "cat" ("gato") na nuca e "meaow" ("miau") na parte interna do lábio.
Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Felipe Panfili / AgNews)Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Felipe Panfili / AgNews)
Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: André Muzell / AgNews)Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: André Muzell / AgNews)
Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Isac Luz / EGO)Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Isac Luz / EGO)
Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Isac Luz / EGO)Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Isac Luz / EGO)
Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Isac Luz / EGO)Anja Konstantinova no backstage da Ausländer no Fashion Rio (Foto: Isac Luz / EGO)


Fonte: EGO - Moda | Matéria: Ana Paula Andrade | robinson@robmaqmoda.com.br | Tel.: 95039-4106
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sábado, 13 de abril de 2013

Vestuário- Norma da ABNT para medidas é esquecida / Body Scanner

Lojistas reclamam do desinteresse dos confeccionistas de shoppings atacadistas

Durante recente evento de moda no eixo Maringá-Cianorte, a equipe de reportagem da Revista Conexão Paraná ouviu dezenas de compradores que vieram no chamado "corredor da moda" para saber opiniões sobre as confecções que estavam adquirindo. Entre críticas, decepções e elogios, a reclamação mais ouvida pela reportagem foi sobre a falta de padronagem de tamanho das confecções.
Os mais experientes, afirmaram que a maioria das grifes não seguem a Norma NBR 13.377 - Medidas do Corpo Humano para Vestuário e Padrões Referenciais da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A falta de padronização, além de poder causar prejuízos aos confeccionistas, causa transtornos ao consumidor que, por exemplo, perde tempo tendo que experimentar todas as roupas antes da compra
Muitos lojistas de outras regiões fazem compras de produtos encomendados dos fregueses, mas em muitas situações, quando vão vestir o traje, embora seja o número de seu manequim, desistem da compra. "Fica largo demais ou apertado", comentou uma dona de loja de Mato Grosso.
"Os shoppings atacadistas deveriam ser mais criteriosos com os produtos que vendem para não causar prejuízos ao comprador", sugeriu uma compradora gaúcha.
Os problemas de achar o tamanho certo das roupas em lojas estão com os dias contatos, isso porque o Senai-Cetiq (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil) do Rio de Janeiro está realizando um estudo antropométrico dos brasileiros para padronizar a modelagem de confecções, respeitando as características regionais.
Para o gerente de Inovação, estudos e pesquisas do SENAI-CETIQT, Flávio Sabra, essa falta de padronização provoca a insegurança do consumidor nas compras realizadas pela internet. “No Brasil, não há um padrão definido. Muitas vezes a marca usa uma modelagem maior, para que o consumidor se sinta psicologicamente magro”, explica.
Consumidor perde tempo experimentando roupa (ThinkStock)Consumidor perde tempo experimentando roupa (Think Stock)
O estudo
O centro já finalizou a primeira parte da pesquisa, no qual as medidas dos voluntários foram feitas através do uso de fita métrica e com a aplicação de um questionário. Já a segunda fase está sendo utilizado um Body Scanner – máquina que faz uma leitura do corpo e capta com precisão mais de 100 medidas detalhadas do corpo humano.
Os dados obtidos através deste estudo, que deve ser concluído em 2014, poderão ser utilizados em diversas análises, atendendo não só às necessidades dos consumidores como também interesses comerciais específicos.
 
<br />O body scanner do Senai/Cetiqt: 10 mil brasileiros terão seus corpos medidos. Seminário vai discutir antropometria nos próximos dias 22 e 23<br />Foto: Gustavo StephanO body scanner do Senai/Cetiqt: 10 mil brasileiros terão seus corpos medidos. Seminário vai discutir antropometria nos próximos dias 22 e 23GUSTAVO STEPHAN
RIO - Parece um provador de roupas, mas a cabine é escura, com cortinas pretas. Uma vez lá dentro, 16 sensores luminosos e 32 câmeras disparam em menos de 60 segundos, ao som de música clássica. Enquanto isso, em um computador, vai se formando a imagem pontilhada de quem está no interior da engenhoca.
É assim que funciona o body scanner, aparelho usado pelo Senai/Cetiqt para tirar mais de cem medidas corporais — são dados precisos, como a altura do ombro ou a circunferência abaixo do joelho. Os processos de mensuração do corpo humano ou de suas partes definem a ciência da antropometria, ainda pouco disseminada no Brasil, mas bastante utilizada mundo afora pela indústria têxtil e de confecção. Na quinta e sexta-feira, aliás, o Senai promove o "1 Seminário de Antropometria Aplicada ao Vestuário" em sua unidade Riachuelo.
— Queremos passar para as pessoas a importância desse estudo — diz Flávio Sabrá, diretor de Pesquisa do Senai/Cetiqt e coordenador do Projeto de Antropometria.
Objetivo é escanear dez mil brasileiros até 2013
Desde 2009, três mil pessoas já tiveram seus corpos escaneados no Estado do Rio — em shoppings do município e em cidades como Petrópolis e Friburgo. A partir de abril, o Senai/Cetiqt leva seu body scanner para Minas Gerais e, depois, segue para o Rio Grande do Norte. O objetivo é, até meados do ano que vem, ter feito a medição de dez mil brasileiros.
— Isso vai permitir a criação de um grande banco de dados com amostragens estatísticas das segmentações corporais — explica Ariel Vicentini, gerente de tecnologia do Senai/Cetiqt.
Estudo beneficia da alta costura à pequena grife
Mas qual é a utilidade prática de ter mais de 100 medidas do corpo humano? Para quem atua com moda, confecção e têxtil, representa a possibilidade de identificar diferentes grupos corporais e padronizar tabelas de medidas e modelagens.
— Entre outras coisas, poderá, por exemplo, ajudar na logística de distribuição da produção, quando houver informações sobre as diferentes padronagens nos estados do Brasil — destaca Ariel.
Ainda na cadeia produtiva da moda, uma base de dados com mais de dez mil medidas dos brasileiros pode tornar a produção mais sustentável.
— Quantas pessoas não precisam fazer bainha quando compram uma calça jeans? Existe uma quantidade de tecido que é desperdiçada. Se forem definidos, digamos, três tamanhos de pernas de calça, a produção será otimizada — explica Sabrá.
Assim, sai ganhando desde o estilista de alta costura, que pode customizar suas peças, até o empresário da pequena confecção.
— As informações estarão disponíveis para auxiliar quem não tem dinheiro para fazer esse tipo de investimento — destaca Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Tecnologia beneficia outras indústrias
A tecnologia do body scanner e as informações sobre a composição corporal brasileira têm potencial para beneficiar outras indústrias.
— A envergadura do estudo trará contribuições para a indústria de móveis, para a automobilística, e a de design de produtos, entre outras — aponta Pimentel. — Isso pode ajudar, por exemplo, a definir o espaço interno de um carro, tomando por base a média de altura das pessoas.
Para o diretor da Abit, a ascensão da classe C é outro fator que contribui para a utilidade da pesquisa:
— É um novo consumidor que está chegando ao mercado. Conhecer, além de suas demandas de consumo, seu biotipo, é algo que contribui para atender melhor.
 
Fonte: GLUP! - O GLOBO | Noticia - Emprego | Matéria: Ed. Moda - Maria Amorim | robinson@robmaqmoda.com.br | Tel.: 95039-4106
Republicação: 017-13 Blog Robmaq Moda | Blogueiro: Robinson Silva | Grupo Robmaq | www.robmaqmoda.com.br