sexta-feira, 16 de março de 2012

A relação entre moda, arquitetura e tecnologia


No inicio de fevereiro, aconteceu o Casa Cor 2012 em São Paulo, que teve como tema “Moda, Estilo e Tecnologia”. Jum Nakao, um dos homenageados do evento, fez uma reflexão sobre design, arquitetura e tecnologia, e o que tudo isso tem a ver com o universo fashion. Esse tema despertou novamente uma questão que é alvo de discussões entre profissionais da moda há algum tempo: Afinal, qual é o objeto de ligação entre essas áreas?
De acordo com a jornalista e produtora de moda Lu Catoira, “As vestimentas são um fenômeno social. Tanto que as formas mais expressivas da moda buscam por interpretações sociais, localizadas no tempo, destacando a identidade como processo dinâmico em processo permanente”. Ou seja, a moda, que antes era vista como frescura, hoje é tratada como fenômeno social, capaz de determinar épocas e escrever a história da humanidade. O ato de se vestir é, mesmo que no inconsciente de cada um, uma forma de se expressar para o mundo, para o externo. É algo público e ao mesmo tempo individual, que define comportamentos de acordo com o ponto de vista da sociedade. É, como diria Jum Nakao, uma verdadeira “intervenção na paisagem urbana”. Antes de sair de casa, você veste os seus gostos e estilo e os expressa na rua.
Nesta linha de pensamento, do que é público e do que é privado, temos a arquitetura, que se manifesta de maneira particular, exclusiva. É um design pessoal, criado para o interior de um ambiente, ou seja, o proprietário seleciona quem pode ver, não é uma manifestação pública – salvo os grandes ambientes que estampam as revistas de decorações e o próprio Casa Cor, além de shoppings, lojas e espaços públicos. Mas que também não deixa de ser uma manifestação da sua identidade, uma forma de expressar para os seletos convidados a sua identidade, os seus gostos, o seu estilo. Já consegue enxergar uma linha tênue que separa esses conceitos?
A tecnologia se insere nessa atmosfera através da ascensão de uma classe econômica que antes era invisível e não tinha chance de expressar os seus gostos e interesses. Atualmente, o design e a tecnologia estão de mãos dadas no setor econômico. Os designers de todas as áreas enxergaram a possibilidade de um maior crescimento na área tecnológica e fashion. A maioria da população tem a chance de mostrar para o mundo o seu estilo e (principalmente) status através do seus celulares, carros, computadores, ipos, ipads e todos os “i’s” possíveis, das suas roupas, acessórios ou de uma simples cadeira que enfeita a sua sala. O design evoluiu nos últimos tempos e passou de útil para essencial. É a transformação de sonhos e idéias em realidades palpáveis da maneira mais simples e eficaz, pronta para consumo imediato. O processo de criação de uma vestimenta, do ponto de vista de um designer, é a análise e união das esferas do processo, do produto e da imagem. O resultado é o poder de liberdade de expressão nas mãos do consumidor, a chance de experimentar novos olhares e de materializar seus desejos.
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Matéria: Lorena Bezerra
Site: Profissão Moda

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dá para usar mochilas sem parecer adolescente, inclusive no ambiente de trabalho

As mochilas de couro são as melhores opções para homens que usam terno e gravata e que não gostam de usar pastas executivas e bolsas tipo carteiro

As mochilas de couro são as melhores opções para homens que usam terno e gravata e que não gostam de usar pastas executivas e bolsas tipo carteiro
A vida urbana impõe um ritmo acelerado, que faz com que tenhamos que sair direto do trabalhao para algum compromisso social, para a academia, ou mesmo para dar um pulo no supermercado. Estas atividades podem contribuir para que carreguemos muitas coisas ao mesmo tempo, como notebook ou tablet, celular, chaves, muda de roupa, nécessaire e pequenas compras. Se este é o seu caso e você já passou da adolescência, a melhor opção para levar tudo o que precisa é usar mochilas casuais e deixar as esportivas para outras ocasiões. A coluna HORA H traz dicas para você acertar a sua escolha.

Numa avenida movimentada como a av. Paulista, não é difícil encontrar executivos de terno e gravata portando mochilas coloridas e esportivas. Este contraste não é muito bom, porque acaba misturando o universo adolescente ou esportivo com o ambiente de trabalho mais formal. Se você não é adepto de pastas e bolsas do tipo carteiro, o melhor neste caso é usar um modelo de mochila minimalista, com menos detalhes o possível e de preferência em couro, por ser um material mais nobre.

Mochilas chiques ou arrumadas para usar sem perder a linha

Foto 35 de 35 - Mochila da Luxcel, com rodas, alças embutidas e compartimento para notebook; a partir de R$ 219,99, na Le Postiche (Tel.: 11 3588-1688). Preço pesquisado em março de 2012 e sujeito a alteração Divulgação

Muito homem pode reclamar que o couro encarece o preço de uma mochila, e é verdade. Se você não quiser (ou puder) gastar tanto, invista na cor preta, seguindo o conceito do "menos é mais". Ou seja: nada de muitas costuras ou combinações de cores. Os materiais mais empregados neste caso são o poliéster e o náilon, mais duráveis e preparados para aguentar o cotidiano sem rasgar. A lona, mais rústica, pode ser usada por aqueles que não precisam se vestir com tanta formalidade. A vantagem destes três materiais é que são bem mais baratos em relação ao chique couro.

No supermercado

A vantagem de usar mochilas é que elas de fato são práticas e podem ter várias utilidades. Com a onda ecológica que tomou conta dos supermercados, se você não quer entrar na onda das “ecobags” (as bolsas de compras que substituíram as sacolas de plástico), a mochila pode ser uma opção muito boa. Não dá para fazer a compra do mês, mas para artigos menores, este acessório dá conta do recado e ainda te deixa com as mãos livres.

Lembre-se de que, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o peso máximo que devemos carregar na mochila corresponde a 10% do peso corporal, ou seja, se tiver 75 kg dá para carregar até 7,5 kg nas costas. Este é um limite: o ideal fica em torno de 8% do peso. Caso você tenha que carregar muita coisa, o melhor é optar pelos modelos com rodinhas, que não vão sobrecarregar a sua coluna.

Outro fator importante a observar é que a mochila chama a atenção de ladrões, especialmente o modelo com compartimento para notebook. Especialistas em segurança recomendam que se você estiver em aeroportos, não deixe-a solta ou longe da sua vista. No carro, evite colocá-la no banco dianteiro, e coloque-a embaixo do banco traseiro. Em transporte público, como metrô e ônibus, mantenha a mochila na parte da frente do seu corpo.

FONTE: UOL/Moda

domingo, 11 de março de 2012

Tecnologia do Vestuário - Parte 2


ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS NA CONFECÇÃO



1. ARMAZENAGEM



- Nunca armazenar o tecido em pilhas com rolos cruzados (fogueira), pois esse procedimento poderá deformá-lo e causar ondulações no enfesto.

- Ao manuseá-lo, evitar bater com a ponta do rolo no chão.

- O local de estocagem dos rolos deverá estar protegido contra umidade e luz solar direta.

- Sugerimos que o tecido permaneça separado por nuance ou por romaneio quando for o caso, a fim de facilitar a separação para o corte.



2. CONFECÇÃO



2.1 MODELAGEM

- No desenvolvimento dos modelos, é essencial conhecer o valor específico de encolhimento e alongamento (em caso de tecidos com elastano) do tecido a ser trabalhado.

- A alteração das dimensões do tecido durante a lavagem (estabilidade dimensional) deve ser verificada antes de enfestar e cortá-lo, e os moldes devem ser então conferidos em relação à sua estabilidade.

- As dimensões devem ser medidas antes e após as amostras lavadas, depois de acondicionadas por 24 horas, sob pena de resultar em tamanhos errados para peças confeccionadas.

- A peça-piloto servirá como base para o fornecimento dos dados de encolhimento e alongamento e deve ser feita sempre que for recebido um tecido novo.

- Os piques de orientação para as operações de confecção (fechamento lateral, entre pernas, vista, etc.) devem estar indicados na modelagem.

- A marcação do fio do tecido deverá estar indicada na modelagem.



2.2 RISCO

- Nessa operação, deve-se riscar o molde tal que todas as partes sigam a mesma direção de textura (sentido de construção do tecido), para evitar rugas e melhorar a costura.

- Obedecer à marcação do fio indicada na modelagem.



2.3 ENCAIXE

- Posicionar as partes da modelagem de maneira a obter o melhor aproveitamento do tecido.

- O encaixe deve ser efetuado tendo-se como base esquadro e fio de urdume, a fim de evitar que ocorra torção nas peças prontas.

- Os componentes estreitos, como as cinturas, devem ser planejados no sentido do comprimento da peça, a fim de evitar entortamentos e enviesamentos no processo de confecção.



2.4 ENFESTO

- Não utilizar objetos cortantes para abrir as embalagens, a fim de evitar danos à superfície do tecido e, consequentemente, perda de peças confeccionadas.

- As tensões aplicadas durante o enfesto devem ser uniformes e as mínimas possíveis para que não ocorram estiramentos nem ondulações nas ourelas.

- Obedecer às orientações de nuance para evitar diferenças de tonalidade diferente.

- É importante que, após enfestar o tecido, não haja demora demasiada na efetuação do corte, porque, a exemplo de outros materiais celulósicos, mudanças climáticas podem levar ao encolhimento ou crescimento do tecido enquanto ele ainda se encontra na mesa de corte.

- Na eventualidade de usar alfinetes ou grampos para fixação do risco, o que não aconselhamos utilizá-los nas áreas que serão descartadas como retalho.

- Os tecidos com elastano devem descansar em fraldas por, no mínimo, 24 horas antes de ser enfestado, devendo-se evitar tensões excessivas durante o enfesto e não ultrapassar a altura do mesmo além de 15 cm.

- O número de folhas no enfesto para tecidos leves e médios varia de 80 a 100 e, para tecidos pesados, de 60 a 80, a fim de facilitar o desempenho do cortador, diminuir o desgaste do maquinário e manter o nível de qualidade do corte dentro dos padrões aceitáveis.



Obs.: Observar, nos casos de tecidos peletizados, os cuidados no enfesto e na confecção, a fim de evitar a sensação de diferença de tonalidade causada em função do sentido dos pelos do processo de peletização.



Nota: É importante a observação dos defeitos no ato de enfestar o tecido, a fim de diminuir o número de confeccionados classificados como de segunda qualidade.

O tecido da São José é classificado e recebe pontuação por demérito de defeito de acordo com a norma NBR 13484, em que temos a seguinte classificação:



·         Defeitos com até 7,5 cm: 1 ponto

·         De 7,6 cm a 15,0 cm: 2 pontos

·         De 15,1 cm a 23,0 cm: 3 pontos

·         Acima de 23,0 cm: 4 pontos



O tecido é considerado perfeito até 35 pontos por 100 metros quadrados, sendo classificadas como defeito as irregularidades encontradas na superfície do tecido.

Os defeitos de 3 e 4 pontos são considerados mais graves por acarretarem um número maior de perdas em peças confeccionadas e, portanto, recebem uma marcação com pino plástico na ourela indicando o local exato onde o defeito se encontra, a fim de facilitar a visualização e retirada do enfesto.

Em função da gravidade desses defeitos, alguns cuidados podem ser tomados para minimizar o percentual de peças desclassificadas.

- No risco, ao efetuar o encaixe, sempre que possível, procurar deixar pontos de emenda, a fim de facilitar a retirada dos defeitos mais graves no ato do enfesto.

- Caso o tipo de encaixe não permita emendas, procurar, ao enfestar o tecido, visualizar os defeitos mais graves (marcados) e retirar a folha de enfesto que contiver o defeito, aproveitando-a separadamente em riscos e enfestos menores.

- Vale lembrar que a não retirada dos defeitos de 3 e 4 pontos poderá acarretar um aumento significativo do número de peças desclassificadas, uma vez que esses defeitos abrangem quase toda a largura do tecido, e, de acordo com o tipo e o tamanho dos artigos a serem produzidos, cada defeito poderá classificar quatro ou mais peças.



2.5 CORTE

- A precisão do corte é fator fundamental para a boa qualidade no fechamento das peças. A mesa deve ser horizontal e bem nivelada, com superfície lisa e largura uniforme.

- Para obter cortes mais precisos e eficientes, usar lâminas bem afiadas, tomando sempre o cuidado de renová-las quando necessário.

- Observar sempre se a velocidade da máquina de corte atingiu a rotação ideal para o perfeito corte do tecido enfestado, assim como o nível da máquina e as boas condições da mesa.

- No corte dos piques, cuidar para que sua profundidade não ultrapasse 3 mm, evitando-se esgarçamentos futuros.



2.6 SEPARAÇÃO E ARMAZENAGEM DAS PEÇAS CORTADAS

- Evitar marcações no lado direito do tecido com giz, caneta, tintas ou etiquetas colantes, pois podem ocasionar marcas que não somem no processo de lavagem.

- Observar, na separação dos lotes, as marcações de mudanças de tonalidade dos rolos existentes no enfesto.

- Após o corte, as pilhas devem permanecer em local plano e armazenado em paralelo, a fim de evitar ondulações ou vincos que poderão ocasionar problemas na confecção.

- Cuidar para que não haja altura excessiva na pilha, não prejudicando, assim, as peças de baixo.

- Não deixar que os pacotes cortados descansem por muito tempo antes do processo de costura.

Em se tratando de tecidos com elastano, não ultrapassar 48 horas.

- Cuidar para que as amarrações dos pacotes não causem deformações nas peças cortadas, principalmente durante o transporte, quando este for necessário.



2.7 COSTURA

- Deve-se observar a compatibilidade entre agulha e linha de acordo com o peso do tecido.

- Não esticar ou puxar o tecido durante a costura a fim de evitar deformidades.

- Procurar seguir os piques de orientação da modelagem, principalmente nas operações de fechamento, a fim de evitar torções.

- Utilizar no interlock bitola mínima de 1 cm para evitar esgarçamentos.

- Padronizar o número de pontos de acordo com o peso do tecido.

- Observar na formação do ponto a regularidade e a tensão do mesmo.

- As peças confeccionadas com tecidos profissionais não podem ser costuradas com linha 100% algodão, devendo utilizar linhas mistas de poliéster e algodão ou 100% poliéster.

- As peças confeccionadas com artigo PT devem ser costuradas com linha 100% algodão, tomando cuidado, nesse caso, para que os pontos fiquem mais frouxos que de costume, a fim de evitar rompimentos após o tingimento, em virtude do maior encolhimento da linha em relação ao tecido. Pode-se também utilizar linha 100% poliéster na cor em que as peças serão tingidas. Vale lembrar que, nesse caso, não será possível a modificação da cor após o processo de confecção.

- Nas peças confeccionadas com artigos que contenham elastano, utilizar sempre agulhas de ponta bola, reduzir a velocidade das máquinas em 25% e controlar a tensão da linha de modo a obter boa aparência na formação do ponto e na costura. Utilizar máquinas de ponto corrente em costuras que exigem elasticidade.



TECIDOS LINHA AGULHA LINHA BOBINA AGULHA

·         Leves 80 a 120, 80 a 120, 80 a 90, ponta fina/bola.

·         Médios 35 a 50, 50 a 80, 100 a 120, ponta fina/bola.

·         Pesados 25 a 35, 50 a 80, 110 a 130, ponta fina.



INDICAÇÃO DE PONTOS POR CM



TECIDOS PONTOS POR CM

·         Leves 4 a 5 pontos/cm

·         Médios 3,5 a 4,5 pontos/cm

·         Pesados 3 a 4 pontos/cm



TABELA DE PESOS DE TECIDOS CONFORME NORMA NBR 14634

·         LEVE: De 170 a 240 g/m² (5 oz a 7 oz)

·         MÉDIO: De 241 a 410 g/m² (7,1 oz a 12,1 oz)

·         PESADO: De 241 a 410 g/m² (7,1 oz a 12,1 oz)

Observações importantes:

- Bolsos chapados: fixá-los com pesponto duplo (quando em calças) para dar maior segurança.

- Travetes: É recomendada a utilização de travetes nos pontos vulneráveis dos confeccionados, tais como: cantos dos bolsos (traseiro e dianteiro), dependendo do modelo; entre pernas, na junção dos ganchos; final da braguilha e J da braguilha, para dar maior segurança no vestimento da peça; passadores. Para jalecos ou camisetas, recomenda-se arremate nos cantos dos bolsos ou travetes, dependendo da necessidade.

- Caseados: Calças no sentido horizontal para cós e vista, aventais e jalecos no sentido horizontal, camisetas no sentido vertical.

domingo, 4 de março de 2012

Como ser diferente no mundo dos iguais

Sempre me perguntam como ser diferente no mundo dos iguais? Como levar ao consumidor novos produtos, novas tendência e ainda ter preços competitivos para o mercado consumidor.

Bem com certeza esta equação não é nada fácil de ser resolvida, até por que o seguimento da moda no Brasil, ainda de forma geral é um seguimento pouco profissional, e ai é onde esta o segredo. Os nossos confeccionista micro, pequenos médios, devem investir na profissionalização de gestão e de pessoas. Podemos até dizer que o segredo para alavancar parte vem de nossa sensibilidade criativa, mas de nada vale se não investimos e organização e profissionalização.

Para isso e felizmente temos muitas opções quem sabe a mais relevante seja o apoio do SEBRAE em âmbito nacional. Más cabe também aos empregadores de moda, abrirem a porta aos novos profissionais que o mercado esta preparando, com certeza este é o sangue novo que poderá em breve fazer a diferença dentro de nossas empresa.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

História do Ferro de Passar Roupa





História 1
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A história do ferro de passar começa há muito tempo. Desde o século IV já existiam formas de alisar roupas. Os chineses foram os primeiros a utilizar uma panela de latão com brasa e a manuseavam por um cabo comprido para obter o efeito desejado.
Nos séculos seguintes, madeira, vidro ou mármore eram os materiais mais comuns dos alisadores criados no Ocidente. Eles eram utilizados a frio, uma vez que até o século XV as roupas eram engomadas, o que impossibilitava o trabalho a quente.
No entanto, o ferro de passar propriamente dito tem suas primeiras referências a partir do século XVII, com o ferro a brasa. Somente no século XIX surgiram outras modalidades como o ferro de lavadeira, a água quente, a gás e a álcool.
A evolução do produto culminou em 1882, com a patente do ferro de passar elétrico, feita pelo americano Henry W. Seely e, somente em 1926, surgiria o primeiro ferro a vapor. No Brasil, os primeiros ferros de passar foram importados e sua nacionalização ocorreu durante os anos 50.
Atualmente, a Black & Decker possui diversos modelos de ferro de passar disponíveis no mercado brasileiro. Sua maior preocupação é atender às mais diversas necessidades de seus consumidores, sem abrir mão da qualidade característica da empresa.


História 2

FERRO DE PASSAR ROUPA
O ferro de passar roupa, como é conhecido por uns, ou ferro de engomar, como é identificado por outros, é usado pelas pessoas para passar peças de pano do vestuário, ou as de cama, mesa e banho, em geral, alisando tecidos através do seu aquecimento. Antigamente, esse aquentamento era conseguido graças à queima de óleo, carvão ou gasolina, mas desde 1892 a energia elétrica foi se tornando, gradativamente, a fonte do calor necessário ao uso desse aparelho.
A história do ferro de passar começou há centenas de anos, provavelmente por volta do século 4, ou talvez um pouco antes, período em que supostamente já existiam formas de alisar as roupas usadas principalmente pelas mulheres. Também é aceito que os chineses foram os primeiros a utilizar uma versão rudimentar do instrumento empregado nessa tarefa, que consistia numa vasilha metálica em forma de panela, cheia de carvão em brasa, e manuseada pelo passador, ou passadora, através de um cabo de madeira, osso ou outro material, a fim de obter o resultado que desejava. Pelo que se sabe, nos séculos seguintes os alisadores criados no ocidente passaram a ter a madeira, o vidro ou mármore como os materiais mais comuns utilizados na sua fabricação, dizendo-se, também, que eles eram aplicados a frio, uma vez que, segundo as mesmas versões, como até o século 15 as roupas eram engomadas, isso impossibilitava o trabalho a quente.
Apesar de tais informações, o ferro de passar roupa, na forma mais ou menos assemelhada à que conhecemos agora, tem suas primeiras referências a partir do século 15, quando o ferro a brasa passou a ser usado por um número cada vez maior de pessoas. E assim continuou por muito tempo, até que no século 19 começaram a surgir outras modalidades desse instrumento, como o ferro de lavadeira, o de água quente, a gás e a álcool. A evolução do produto atingiu seu ponto culminante em 1882, quando o americano Henry W. Seely obteve a patente de um ferro de passar elétrico, e mais adiante, em 1926, quando surgiu o primeiro ferro a vapor. Enquanto isso, no Brasil a nacionalização desse produto ocorreu somente durante a década de 1950; antes disso, o abastecimento do nosso mercado interno era feito através da importação.
Sobre o ferro elétrico surgido em 1882, a história registra que na época do seu lançamento ele não obteve o sucesso que seu inventor esperava, chegando mesmo a ser quase esquecido pelas donas de casa. O motivo desse fracasso comercial deveu-se ao fato de que a maioria das residências daquela época não dispunha de rede elétrica, e as que contavam com esse recurso somente podiam usar o novo instrumento à noite, porque durante o dia as empresas de distribuição da energia suspendiam seu fornecimento à população. Como isso forçava às mulheres a prolongar a atividade doméstica pelo período noturno, elas preferiram continuar usando os mesmos recursos de que vinham se valendo até então, para não alterar os seus hábitos. Porém, mais adiante, a melhoria nos serviços de oferta de eletricidade aos consumidores foi aos poucos transformando o instrumento em um eletrodoméstico indispensável em qualquer residência.
Na mesma época de surgimento do ferro elétrico, outra invenção semelhante foi apresentada ao público, um modelo em que o calor necessário ao instrumento era produzido por uma lâmpada. Mas ele não agradou a ninguém porque seu uso oferecia certo perigo a quem o tivesse em mãos. Dez anos mais tarde (1892) apareceram os ferros de passar com resistência. Eles eram mais práticos, eficientes e seguros; aliavam limpeza ao controle de temperatura, permitindo que sua elevação ou diminuição fosse feita sem perda de tempo; podiam ser usados em qualquer local que dispusesse de eletricidade; e, sobretudo, eram oferecidos aos interessados a preço acessível.
Beneficiado pela expansão da rede de distribuição elétrica, e pela facilidade de produção e montagem dos instrumentos, o que podia ser feito até mesmo pelos pequenos fabricantes da época, o ferro elétrico continuou despertando o interesse das donas de casa em tê-lo e usá-lo na rotina diária de suas respectivas moradias. Em 1924 surgiu o termostato regulável, o que passou a evitar a queima das roupas, e dois anos mais tarde o ferro a vapor. A partir da década de 1950 os fabricantes começaram a abastecer o mercado com uma grande variedade de formas e feitios dos ferros de passar, disponibilizando modelos capazes de atender o gosto e preferência dos consumidores, que hoje encontram em qualquer loja especializada os seguintes produtos:
- Ferros a seco - São os ferros tradicionais, que embora em desuso continuam sendo os preferidos por muitas donas de casa.
- Ferros a vapor - Como facilitam a eliminação de vincos e rugas, são indicados para uso doméstico.
- Ferros com gerador de vapor - São equipados com uma caldeira e usados especialmente em lavanderias.
- Ferros de viagem - Pequenos, leves e portáteis, são ideais para se levar e usar em qualquer viagem que se faça.
Sobre esse mesmo assunto o jornalista Fernando Cerqueira Lemos escreveu “O Ferro de Passar Passado a Limpo”, livro onde ele “descreve a coleção de ferros de passar do Museu Paulista, em São Paulo, que conta com ferros de uso no Brasil no século 19 e início do 20. A origem e a evolução deste artefato e suas várias categorias são retratadas, por meio de textos e fotografias coloridas”. Na apresentação desse trabalho impresso em 2004 pela EDUSP – Editora da Universidade de São Paulo, está dito que “A coleção que inspira este livro começou há mais de 30 anos, quando o autor adquiriu seu primeiro ferro de passar: um ferro alemão da marca L. Schroder. Durante esses anos continuou acrescentado exemplares de várias procedências, marcas, tipos. Cresceu também seu interesse por esses objetos domésticos, relegados a um plano secundário na historiografia brasileira, o que o levou a empreender esta pesquisa que ilustra um pouco de nossos costumes. Fernando Lemos apresenta a história do ferro de passar, discorrendo sobre a evolução dos modelos e tipos, a história dos principais fabricantes e a sua contextualização histórica, ao lado de vasta bibliografia para os interessados em aprofundar seus conhecimentos. O livro é ricamente ilustrado com reproduções de exemplares de sua coleção, hoje depositada no Museu Paulista”.

FONTE: Black&Decker | Fernando Dannemann